Os preços dos combustíveis deverão voltar a sofrer alterações a partir da próxima segunda-feira, com as previsões do setor a apontarem para uma descida do gasóleo e um ligeiro aumento da gasolina.
De acordo com as estimativas divulgadas por fontes do mercado, o preço do gasóleo simples deverá baixar cerca de três cêntimos por litro, enquanto a gasolina simples 95 deverá registar uma subida de aproximadamente meio cêntimo por litro.
Tendo por base os valores médios divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) para esta sexta-feira, o litro de gasóleo custa atualmente 1,884 euros e o da gasolina 1,915 euros. Caso as previsões se confirmem, o preço médio do gasóleo passará para 1,854 euros por litro, enquanto a gasolina deverá fixar-se nos 1,920 euros.
As previsões têm por base a evolução das cotações internacionais do petróleo e dos combustíveis refinados, podendo ainda sofrer alterações até ao fecho dos mercados. Os valores praticados poderão também variar entre postos de abastecimento, uma vez que o mercado dos combustíveis em Portugal é liberalizado.
A evolução dos preços continua fortemente condicionada pela instabilidade no Médio Oriente. O agravamento do conflito envolvendo Israel, Irão e os Estados Unidos tem provocado tensão nos mercados energéticos internacionais, especialmente devido à importância estratégica do Estreito de Ormuz, por onde circula uma parte significativa do comércio mundial de petróleo e gás natural.
Perante a volatilidade dos mercados, o Governo mantém em vigor o mecanismo de redução extraordinária e temporária do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), aplicável sempre que o aumento acumulado dos combustíveis ultrapasse os dez cêntimos por litro.
Segundo estimativas do Conselho das Finanças Públicas, esta medida poderá representar uma redução de cerca de 777 milhões de euros nas receitas fiscais do Estado.
Além da redução do ISP, o Executivo anunciou ainda a possibilidade de utilização de parte das reservas estratégicas nacionais de combustível, numa medida articulada com os restantes países da Agência Internacional de Energia, com o objetivo de mitigar eventuais perturbações no abastecimento e conter oscilações excessivas dos preços.
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