O Governo assinou esta terça-feira um protocolo de colaboração com as câmaras municipais de Leiria e da Marinha Grande e com a Casa da Arquitetura para desenvolver um projeto de requalificação das frentes marítimas das praias do Pedrógão, da Vieira e de São Pedro de Moel.
A iniciativa visa criar uma estratégia integrada de valorização destes espaços costeiros, conciliando a proteção do litoral com a requalificação urbana e a adaptação às alterações climáticas, numa intervenção que surge na sequência dos danos provocados pelas tempestades que atingiram a região nos primeiros meses deste ano.
O protocolo prevê o apoio técnico da Casa da Arquitetura na definição das bases para a futura contratação da equipa projetista, responsável por elaborar as soluções de requalificação das três zonas balneares.
A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, explicou que o projeto pretende reforçar a resiliência costeira e melhorar a qualidade dos espaços públicos, apontando como prioridades a recuperação de zonas afetadas pela erosão, a melhoria dos acessos às praias e a reorganização das frentes marítimas.
Entre as intervenções previstas estão o reforço do areal em zonas mais vulneráveis, a requalificação das marginais, o alargamento de passeios, a criação de melhores condições para a circulação pedonal, a reorganização das áreas de estacionamento e o aumento dos espaços verdes.
A governante destacou ainda que a componente arquitetónica permitirá uniformizar o mobiliário urbano, os apoios de praia e outros elementos da frente marítima, promovendo uma imagem mais harmoniosa e valorizando a ligação entre a praia e os núcleos urbanos envolventes.
Na Praia da Vieira, o estudo irá igualmente abranger o mercado e o Bairro dos Pescadores, procurando integrar estes espaços na estratégia global de valorização da frente costeira, sem colocar em causa a identidade local ou tradições como a arte xávega.
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, afirmou que o objetivo passa por transformar este projeto num exemplo de intervenção integrada no litoral português, conjugando soluções de engenharia, arquitetura, paisagismo e ordenamento do território.
Também a Casa da Arquitetura considera que o projeto representa uma visão de futuro para estes territórios, conciliando inovação com a preservação das características próprias de cada localidade.
Os presidentes das câmaras municipais da Marinha Grande e de Leiria destacaram a importância do protocolo para o desenvolvimento sustentável da região, sublinhando que o projeto permitirá planear intervenções estruturantes ao nível da mobilidade, dos espaços públicos, da proteção costeira e da valorização urbana, reforçando simultaneamente a capacidade de adaptação às alterações climáticas.
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